domingo, 28 de julho de 2013

28 de Julho - Dia Mundial de Combate as Hepatites Virais

Hoje é o Dia Mundial de Combate as Hepatites Virais, converse com alguém sobre isso, procure informações, não deixe essa doença no silêncio, divulgue!


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ministério amplia idade para vacinação contra hepatite B.

O governo, por meio do Ministério da Saúde, ampliou a faixa etária para vacinação contra hepatite B nos postos de saúde, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo publicadas neste sábado. Até o início deste ano, o Sistema Único de Saúde (Sus) oferecia a vacina para pessoas de até 29 anos e integrantes dos grupos de risco (profissionais da saúde, manicures e prostitutas), mas agora a população em geral pode receber a vacina até os 49 anos. A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível, também transmitida pelo contato com sangue e materiais cortantes infectados e cerca de 2,3 milhões de brasileiros devem ter hepatite, 800 mil delas a tipo B, diz o jornal.

Conforme a publicação, os postos não devem cobrar comprovação de idade para quem aparentar ter mais de 50 anos, o que, na prática, amplia ainda mais a faixa etária. Segundo Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde, o governo está pensando em uma eliminação futura da doença e, com o aumento da faixa etária, consegue cobrir toda a população onde há uma indicação bem evidente da vantagem da vacinação. O governo deve divulgar as mudanças no dia mundial contra as hepatites virais, em 28 de julho.

Fonte: Terra

Portadores de hepatite B ou C terão mesmos benefícios que doentes de Aids

Foi aprovado no Senado o projeto de lei nº 11/2011, de autoria de Alvaro Dias, que altera a legislação para garantir aos portadores das formas crônicas da hepatite B ou da hepatite C os mesmos benefícios concedidos aos portadores de AIDS. O senador apresentou sua proposta após ter recebido inúmeros apelos de pessoas acometidas desta doença, e que revelaram as dificuldades de tratamento, especialmente na saúde pública. “É quase impossível às pessoas com essa doença receber o tratamento adequado, que é caro e inexistente nos hospitais públicos. Com a aprovação do projeto, quem for acometido por este mal receberá diversos benefícios. Essa medida, além de demonstrar solidariedade com o sofrimento dessas pessoas, promove a justiça e a isonomia de tratamento”, reiterou o senador. Pelo projeto, portadores de hepatite B ou C terão os seguintes benefícios: percepção de proventos integrais pelos servidores públicos federais aposentados por invalidez; reforma militar (nos termos da Lei nº 6.880/1998); pensão especial para a viúva de militar ou funcionário civil (nos termos da Lei nº 3.738/1960); auxílio-doença ou aposentadoria, independentemente do período de carência, para o segurado que, após filiação à Previdência Social, vier a manifestar a doença, bem como a pensão por morte aos seus dependentes; e levantamento dos valores correspondentes ao FGTS, independentemente de rescisão do contrato individual de trabalho ou de qualquer outro tipo de pecúlio a que o paciente tenha direito. Como foi aprovado em caráter terminativo, o projeto agora segue para a Câmara dos Deputados. Leia mais sobre o projeto. (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Fonte: Blog do Alvaro Dias

domingo, 9 de dezembro de 2012

Principais efeitos adversos do telaprevir e do boceprevir


Com a introdução no tratamento da hepatite C dos inibidores de proteases boceprevir e telaprevir os infectados com o genótipo 1 passam a ter uma possibilidade de cura superior, mas é importante saber que os efeitos adversos também são maiores.

A seguir os principais efeitos adversos dos inibidores de proteases em comparação com o tratamento tradicional, conforme resultados encontrados nos ensaios clínicos de registro dos medicamentos. 


1 - PRINCIPAIS EFEITOS ADVERSOS DO BOCEPREVIR:

- Anemia: No tratamento com interferon peguilado e ribavirina entre 25% e 30% dos pacientes apresentam anemia, já a anemia chega a atingir entre 45% e 50% no tratamento com boceprevir, interferon peguilado e ribavirina. O tratamento dos casos de anemia pode ser feito com a utilização da eritropoetina, reduzindo a dosagem da ribavirina ou recorrendo a transfusões de sangue;

- Disgeusia: É a perda do paladar ou a sensação metálica na boca. No tratamento com interferon peguilado e ribavirina entre 11% e 16% dos pacientes apresentam disgeusia, já a disgeusia chega a atingir entre 35% e 44% no tratamento com boceprevir, interferon peguilado e ribavirina. A recomendação é beber leite com chocolate, mascar chicletes, mascar gengibre conflitado ou balas de menta.

- Neutropenia: É a baixa nos glóbulos brancos colocando o paciente passível de infecções. No tratamento com interferon peguilado e ribavirina entre 10% e 19% dos pacientes apresentam neutropenia, já a neutropenia chega a atingir entre 14% e 25% no tratamento com boceprevir, interferon peguilado e ribavirina. O tratamento dos casos de neutropenia é realizado reduzindo a dosagem do interferon peguilado (raramente necessário) ou a utilização de filgastrina. 


2 - PRINCIPAIS EFEITOS ADVERSOS DO TELAPREVIR:

- Anemia: No tratamento com interferon peguilado e ribavirina 17% dos pacientes apresentam anemia, já a anemia chega a atingir 36% no tratamento com telaprevir, interferon peguilado e ribavirina. O tratamento dos casos de anemia pode ser feito com a utilização da eritropoetina, reduzindo a dosagem da ribavirina ou recorrendo a transfusões de sangue;

- Erupções cutâneas: No tratamento com interferon peguilado e ribavirina 34% dos pacientes apresentam erupções cutâneas, já as erupções cutâneas chegam a atingir 56% no tratamento com telaprevir, interferon peguilado e ribavirina. Até 6% de erupções cutâneas graves foram relatadas na utilização do telaprevir. No tratamento são utilizados anti-histamínicos, corticóides tópicos em pequenas áreas da pele, sendo necessária a interrupção do telaprevir nos casos mais graves.

- Sintomas anorretais: Incluem hemorroidas, desconforto anal e prurido. No tratamento com interferon peguilado e ribavirina 7% dos pacientes apresentam sintomas anorretais, já os sintomas anorretais chegam a atingir 29% no tratamento com telaprevir, interferon peguilado e ribavirina. O tratamento indicado é alimentação com maior quantidade de fibras, aplicação de cremes com hidrocortisona, anestésicos tópicos ou a indicação de medicamentos com loperamida.

Fonte: Carlos Varaldo

domingo, 18 de novembro de 2012

Esperança :D

Cura total da hepatite C está próxima, acreditam especialistas.
Pesquisas apresentadas em congresso internacional apontam que o futuro do tratamento da doença está em remédios mais eficazes e com menos efeitos colaterais

Foto: Divulgação

Exame / De acordo com o médico, o tempo de tratamento cairá de 48 semanas para, no máximo, 24 – metade do tempo.

Medicamentos mais potentes, com menos efeitos colaterais, em doses menores e de administração oral são as novas promessas para o tratamento efetivo da hepatite C , destacam os especialistas brasileiros presentes no Congresso Americano de Doenças do Fígado, encerrado hoje (13) em Boston (EUA).
Embora ainda em fase de pesquisa, a expectativa é que esses remédios estejam disponíveis em dois ou três anos e que novos medicamentos entrem no mercado dentro de oito anos.
“O que vai mudar em curto prazo é a base dessa nova terapêutica, a molécula passará a ser de ação antiviral direta. E as que temos hoje já estarão em sua segunda geração e serão mais potentes e terão menos efeitos adversos”, afirma Fábio Marinho, hepatologista do Hospital das Clínicas da Universidade de Pernambuco e da Beneficência Portuguesa do mesmo estado.
De acordo com o médico, o tempo de tratamento cairá de 48 semanas para, no máximo, 24 – metade do tempo. As doses também devem ficar bem menores e passarão de 12 comprimidos ao dia, em média, para apenas dois. O índice de cura, destaca Marinho, deve passar para quase 100%. “Acredita-se que em oito ou 10 anos, com o que está surgindo de drogas, não teremos Hepatite C no mundo”, diz.
Além disso, muitas das novas drogas vão atingir outros tipos da hepatite. “O genótipo 1 é o mais comum e o mais difícil de ser tratado, mas os lançamentos preveem tratamentos para os tipos 2, 3 e 4, que hoje não são tratados”, relata Edson Parise, presidente eleito para 2013 da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).
Também nesse mesmo período de três anos, estimam os médicos, o tratamento da hepatite C, que hoje é feito com base na terapia tripla (inibidores de protease + ribarina + interferon), deixará de utilizar o interferon, sem perder eficácia. O grande ganho, neste caso, é a redução dos efeitos colaterais, que costumam atingir 70% dos pacientes.
“Também é uma alternativa a quem não respondeu ao tratamento com o interferon”, pondera Parise. A supressão desse medicamento também deve aumentar a aderência dos pacientes ao tratamento, já que a droga é injetável.

Mudanças
Há dois anos, dois novos medicamentos revolucionaram o tratamento da hepatite C, que hoje atinge mais de 60 mil brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. O surgimento do telaprevir e do boceprevir, ambos inibidores de protease, elevaram os índices de cura da doença de 40% para 70% pela primeira vez em 10 anos.
Em uso há dois anos na Europa e nos Estados Unidos – no Brasil essa terapêutica deve chegar ao Sistema Único de Saúde no início de 2013– a utilização desses dois remédios já está sendo revisada nessas regiões.
“Está havendo um refinamento na maneira de tratar esses pacientes, para evitar efeitos colaterais. Ainda nessa área, estudos mapearam o emprego do remédio em novas situações como em pacientes com HIV e em transplantados, além de pessoas pessoas com insuficiência cardíaca e com cirrose”, conta Parise.
Outro estudo destacado foi o que prevê a redução do uso do telaprevir. “Atualmente o paciente toma o comprimido de 8h em 8h. Um estudo desmonstrou que a medicação pode ser ingerida de 12h em 12h, o que torna o tratamento mais confortável para o paciente e reduz as taxas de abandono”, completa Marinho.

Rumo à erradicação
Apesar dos avanços nas novas tecnologias para lidar com a doença, um dos grandes problemas do país ainda é o diagnóstico. Chamada de doença silenciosa, já que a condição evolui sem sintomas aparentes, rastrear os possíveis doentes ainda é o grande desafio.
“Temos que fazer um movimento para detectar essas pessoas, porque tratar está ficando cada vez mais simples. Estamos caminhando para chegar ao patamar de 100% de cura”, ressalta Parise. Hoje, um simples exame de sangue é capaz de identificar a presença do vírus no corpo. (iG)

Fonte: Jornal aGazeta

sábado, 20 de outubro de 2012

Conselho Regional de Odontologia de São Paulo promove de 22 a 27 deste mês campanha gratuita para detecção do Vírus da Hepatite C


Guerra à Hepatite C


Doença silenciosa, que atinge 1 em cada 33 pessoas no planeta, é alvo da campanha do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.
Profissionais de saúde, como os cirurgiões-dentistas, expostos ao risco ocupacional formam um dos grupos de alto risco da Hepatite C. Preocupado com essa questão, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo promove de 22 a 27 deste mês campanha gratuita para detecção do Vírus da Hepatite C em vários pontos de São Paulo. O exame também poderá ser realizado sem custos por seu cônjuge, auxiliares e TDP’ s.
A Hepatite é propagada pelo vírus VHC, transmitido quando o sangue contaminado entra na corrente sanguínea. Entre 70% a 85% das infecções pelo vírus da Hepatite C se transformam em casos crônicos, podendo até evoluir para doenças importantes, como cirrose e câncer de fígado.
Vale registrar que o CROSP oferecerá exame gratuito a todos os cirurgiões dentistas do estado nesta campanha que começa agora e se estenderá às demais regiões de São Paulo já nos primeiros meses de 2013.
" A detecção precoce amplia as chances de cura" , informa Emil Razuk, presidente do Conselho. "É um exame rápido, com resposta em menos de dez minutos. É imprescindível que todos façam; lembro que também estaremos realizando o teste para os familiares dos nossos colegas gratuitamente, assim como para auxiliares e TSP’ s" .

Dicas para evitar Hepatite C

A incidência de hepatite C pode ser reduzida pelo rastreamento adequado de doadores de sangue nas últimas décadas. Hoje, apenas 5% dos novos casos são adquiridos dessa forma. A melhor forma de prevenção reside no combate ao uso de drogas endovenosas. Ainda não há perspectiva de uma vacina eficiente. Porém, há alguns cuidados básicos de prevenção:

- Não compartilhar escovas de dentes, equipamentos dentários e lâminas de barbear
- Ter seu próprio kit de manicure e evitar compartilhar alicates de unha
- Cobrir qualquer sangramento
- Evitar o uso de drogas e o compartilhamento de seringas, agulhas, algodão...
- Descartar seringas e agulhas de forma segura

Fonte:  Jornal de Araraquara